Cibersegurança aprendendo a desconfiar como humanos?

Os processos de aprendizado que nos dão capacidade de perceber, categorizar, readequar os conceitos e avaliar os eventos durante a vida são o ponto de partida da pesquisadora Margaret Cunningham, cientista principal para Comportamento Humano do Forcepoint’s Innovation Lab, para traçar a evolução da abordagem de cibersegurança. Junto à feliz ambiguidade de seu título, o artigo Explorando a área cinzenta da cibersegurança com as descobertas da ciência cognitiva descreve alguns de nossos mecanismos para perceber mudanças, antecipar perigos e lidar com o inusitado.

“Uma das poucas certezas no setor de cibersegurança e que nunca deixaremos de nos confrontar com o imprevisto, desconhecido e inesperado, tanto das ameaças externas quanto dos seres humanos que estamos protegendo”, afirma a pesquisadora.

A partir de comparações simples, Cunningham destaca algumas coisas comuns em nosso processo humano de aprendizado e atribuição, com ilustrações simples. Por exemplo, aprendemos a reconhecer uma zebra como um equino, verificamos que não são um tipo de cavalo e a vida segue, enquanto a diferenciação de um cão a um lobo já implica tomar consciência de algum risco.

Com a capacidade de enxergar grandes volumes de informações e estar imune a cansaço e “vieses inconscientes”, a tecnologia agora se aproxima dos métodos de observação e raciocínio que nos são comuns. “Em vez de simplesmente lidar com atividades e ameaças que já entende, a tecnologia será capaz de ‘ver’ o comportamento que está dentro zona cinzenta, analisá-lo, ajustar-se dentro de um entendimento existente, expandir seu atual ‘modelo mental’ ou construir um novo”, descreve.

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