Desde 2013, quando Edward Snowden, ex-funcionário da National Security Agency (NSA) fez revelações sobre uma das agências de espionagem dos Estados Unidos as discussões sobre a necessidade de incrementar as estratégias de segurança cibernética na área governamental vem crescendo. Na ocasião, os vazamentos incluíram conversas em aparelhos telefônicos envolvendo a presidente alemã Angela Merkel e a brasileira Dilma Rousseff, causando turbulência nas relações diplomáticas entre os dois países e os americanos.

Em 2017, o presidente Temer foi gravado por uma escuta em conversas que abalaram o país. Já neste ano, o vazamento das conversas no Whatsapp entre o presidente Bolsonaro e o ex-ministro Bebianno também não passaram desapercebidas, resultando inclusive na demissão deste último.

Para aprofundar este debate e entender o nível de preocupação dos responsáveis pela segurança cibernética deste setor, a Forcepoint encomendou uma pesquisa que explora como seu Programa de Diagnóstico Contínuo e Mitigação (MDL) está seguindo o objetivo de fornecer soluções de segurança cibernética mais eficazes para agências governamentais.

O Programa de MDL foi projetado para ajudar as equipes governamentais a identificar e priorizar os riscos de segurança cibernética e permitir que os profissionais da área possam mitigar rapidamente esses problemas.

A pesquisa e suas conclusões ficaram sob a responsabilidade da empresa de pesquisa independente Market Connections, que produziu respostas de mais de 200 tomadores de decisões de TI civis federais nos Estados Unidos.

Quando solicitados a classificar os resultados do programa MDL, os entrevistados selecionaram uma resposta mais rápida aos ataques (59%), uma abordagem mais proativa às ameaças de segurança (58%) e segurança aprimorada (56%) como seus resultados preferidos. Gerentes e diretores classificaram esses resultados como extremamente ou muito importantes.

“O governo está começando a ver os frutos de sua mão-de-obra com implementações do MDL e mudanças positivas significativas foram feitas no DEFEND com base nas experiências nas fases iniciais do programa”, disse Eric Trexler, vice-presidente de Governos Globais e Infraestrutura Crítica da Forcepoint.

Segundo ele, o trabalho está longe de ser encerrado. À medida que as agências avançam nessa jornada, as equipes enfrentam inúmeros obstáculos, desde o treinamento e proteção de dados até a compatibilidade do sistema. No entanto, as equipes estão otimistas e quase dois terços dos entrevistados antecipam que o Programa de MDL será muito eficaz quando o sistema estiver completo em sua agência.

Considerando o alinhamento cada vez maior do governo brasileiro com os Estados Unidos, inclusive no uso das redes sociais e das novas tecnologias de comunicação pelas suas autoridades, o MDL e seus avanços comprovados naquele país em termos de proteção das informações sigilosas e estratégicas seriam muito bem-vindos também em terras brasileiras.

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